Discipulado - EBD Casais: Dia 07_Aliança é Superior a Beleza Estética

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Aliança é Superior a Beleza Estética

O compositor brasileiro Vinícius de Morais casou-se nove vezes e viveu inúmeros romances com diversas mulheres. Ele foi o autor da frase que, até hoje, dita as regras do comportamento da mulher brasileira: “As feias que me perdoem, mas beleza é fundamental”. Sem negar o enorme talento desse brasileiro famoso, a frase que o imortalizou revelou o lado feio de seu caráter egocêntrico e soberbo. Trocou suas esposas assim que elas deixavam de ser atrativas ou convenientes. Para ele, mulheres são descartáveis.

 

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Que bom que entre o povo de Deus as coisas sejam diferentes! Como discípulos de Jesus aprendemos que nossos vínculos com a mulher que amamos continuam apesar do declínio da beleza.

A Bíblia nos ensina que não devemos pensar só em nós mesmos. Ensina que devemos honrar o ser humano independente de sua condição social, cultural ou estética. Periódicos que se dedicam a fazer reportagem sobre pessoas ricas ou famosas são verdadeiros documentos que atestam a futilidade dos relacionamentos dos “socialites” que trocam de parceiras(os) como se troca de marca de xampu.

Essa postura faz com que as pessoas se tornem descartáveis assim que perdem a sua beleza. Basta se inteirar onde estão hoje as “mises”, as ninfetas e os artistas lindos e famosos do passado. Estão nos asilos, ou nos cortiços dos morros esperando a morte longe das luzes e do glamour dos tempos do reinado da beleza.

Lamentavelmente as mulheres têm sido o alvo preferencial da dramática ditadura da beleza. Augusto Cury cita em seu livro “A Ditadura da beleza” que, cerca de 600 milhões de mulheres sentem-se escravas dessa masmorra psíquica.

O padrão inatingível de beleza amplamente difundido na TV, nas revistas, no cinema, nos desfiles, nos comerciais, penetrou no inconsciente coletivo das pessoas e as aprisionou no único lugar em que não é admissível ser prisioneiro: dentro de si mesmas.

Conheço alguns jovens modelos que, apesar da sua aparente carreira de sucesso, odiavam o estilo de vida que lhes era imposto para manterem as medidas de seu corpo. Muitas delas escravizadas pele anorexia nervosa. Algumas delas magérrimas, se desgastavam no controle exagerado de sua alimentação para não “engordar”. Essa ditadura assassina a autoestima, asfixia o prazer de viver, produz uma guerra com o espelho e gera uma auto rejeição profunda.

Eu e minha esposa visitamos a China a fim de visitar nossa filha e genro que ali residiam. Fiquei impressionado com os enormes e sofisticados outdoors cujas modelos, apesar de chinesas, foram ocidentalizadas usando cabelos loiros, alterando a configuração dos olhos, violentando seus traços orientais.

Tenho pena de muitas mulheres de meia idade que, pressionadas pela mídia, se martirizam diariamente tentando se igualar à beleza incomum e o corpo magérrimo das adolescentes das passarelas. Ignoram, estas mulheres, que estas modelos são infelizes com a própria imagem, e frequentemente são desnutridas, vítimas da anorexia e da bulimia.

No livro citado anteriormente, o autor revela que mais de 98% das mulheres não se veem belas. Isso não é uma loucura? Vivemos uma paranoia coletiva. Muitas mulheres têm vergonha da sua imagem. Angustiadas, vivem entrando e saindo de regimes consumindo cada vez mais produtos caríssimos em busca das medidas e do peso imposto pela indústria da beleza.

Qualquer imposição de um padrão de beleza estereotipado, para alicerçar a autoestima e o prazer diante da autoimagem, produz um desastre no inconsciente, um grave adoecimento emocional. Autoestima é um estado de espírito, um oásis que deve ser procurado no território da emoção.

Cada mulher, cada homem, adolescente e criança deveriam ter um caso de amor consigo mesmos, um romance com a própria vida, pois todos possuem uma beleza física e psíquica particular e única.

Sem autoestima, homens e mulheres não conseguem desenvolver emoções saudáveis e se tornam estéreis e transformam-se em miseráveis.

Como já dissemos anteriormente, algumas pesquisas demonstram que quase 98% das mulheres estão insatisfeitas com o próprio corpo, sejam ou não modelos. Não conseguem se livrar das correntes que as escravizam por causa do falso ideal de beleza das sociedades de consumo. Mulheres e homens precisam ter a convicção de que não existe beleza perfeita. Toda beleza é imperfeitamente bela. Jamais deveria haver um padrão, pois toda beleza é ímpar, exclusiva como um quadro de pintura, uma obra de arte.

Pessoas que se unem por outras razões, a não ser o amor, correm o risco de se decepcionarem e desistirem do outro. Quem apenas casou por causa da beleza do(a) companheiro(a), está fadado, com o passar do tempo, a descartar o seu cônjuge.

Quem tem vínculos de aliança com seu cônjuge não se espanta com as rugas, a celulite, flacidez, cabelos brancos ou barriga. Não que o amor seja cego: na verdade o amor enfatiza o essencial, aquilo que é importante.

Se seu casamento está debaixo de uma aliança, então você se ligou ao homem, à mulher anterior. É uma ligação com a alma da pessoa. Esta nunca envelhece. Quem tem uma aliança com o cônjuge não casa apenas com a carcaça – o corpo. Para além disso se liga no caráter, na personalidade integral do outro.

Quem ama sabe que o tempo poderá afetar a plástica. Aceita que as formas estéticas poderão ser afetadas, sem contudo afetar os sentimentos que nutre pela alma do(a) companheiro(a).

Quem ama aceita que o tempo poderá trazer consigo as limitações do vigor, do desempenho sexual, da disposição para viagens e aventuras. Quem ama sabe que o tempo poderá afetar a qualidade da saúde do cônjuge e não o descartará só por causa disto.

EXERCÍCIO

1.Qual a sua opinião sobre a frase “as feias me perdoem, mas beleza é fundamental”?

 

2.Você acha que com o tempo a relação com seu cônjuge se decompôs com o envelhecimento do corpo? Você continua amando seu cônjuge do mesmo modo que nos bons tempos?

 

3.Você tem tido dificuldade em aceitar o envelhecimento de seu cônjuge?

 

4.E o seu envelhecimento? você está aceitando com naturalidade?

 

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